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Portugal e a sua vocação universal

Terça-feira, 09.02.16

Talvez porque tenhamos vindo de todo o lado, do norte, do sul, do oriente, trazemos connosco muitos povos e muitas culturas. Nada nem ninguém nos é estranho, encontramos logo um modo de comunicar. Isso verifica-se nos documentários sobre os nossos contingentes em missões de paz ou agora nos resgates marítimos de refugiados, e nos programas sobre os portugueses no mundo ou dos jovens que criam startups e aplicações. Movimentamos-nos no mundo com à vontade, partilhamos ideias e projectos, a nossa cultura universal é a mesma do séc. XXI.


Estamos, pois, bem posicionados para ajudar outras culturas mais fechadas a abrir as suas fronteiras mentais e a ver o grande plano onde tudo se movimenta e encontra o seu equilíbrio. A possibilidade de virmos a ter um português na ONU é, neste sentido, uma oportunidade única de colocarmos a nossa cultura universal ao serviço dos direitos humanos universais.


Que a nossa alma universal consiga, igualmente, criar dentro de portas esse movimento e equilíbrio que ajuda a criar no mundo. 

 

 

Post publicado n' A Vida na Terra.

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 16:30

As mulheres na política

Terça-feira, 22.09.15

 

Já aqui reflecti sobre o papel das mulheres na política.

Vemos agora esse papel tornar-se mais evidente e efectivo numa fase das mais difíceis e desafiantes da nossa frágil democracia.

E quem são as mulheres que revelam hoje uma outra forma de estar na política?, uma outra forma de pegar nos assuntos tabu da gestão do colectivo?, uma outra forma de se apresentar às pessoas concretas e de interagir com elas?

Vou colocar estas novas protagonistas da política portuguesa em dois grupos bem distintos e já explico porquê:


No primeiro grupo coloco Catarina Martins, Mariana Mortágua, Joana Mortágua, Marisa Matias (de que já falei no post anterior), e outras mulheres com o seu perfil;

No segundo grupo coloco Joana Amaral Dias e outras mulheres com o seu perfil.


Qualidades comuns às mulheres dos dois grupos: agilidade de raciocínio, capacidade de relacionar factos, capacidade de síntese, acutilância, criatividade. Qualidades essencialmente mentais, em que todas se revelam brilhantes.

Qualidades que as distinguem: as emocionais.


Enquanto no primeiro grupo vemos surgir uma nova forma de estar na política e de interagir com as pessoas concretas, o perfil empático, que valoriza a equipa, a colaboração, a partilha, capaz de negociar (ganha-ganha), no segundo grupo vemos um perfil mais típico dos homens na política, o perfil competitivo, de confronto, de poder (ganha-perde).

O que nos indica que, na política, o facto de ser mulher não nos garante à partida um perfil empático, capaz de colaborar e de negociar.


Hoje o poder pelo poder (ganha-perde) é muito atractivo, afinal vivemos numa sociedade narcísica.

Mas há esperança: as novas gerações funcionam cada vez mais numa outra dimensão, e é isso que lhes irá permitir sobreviver por enquanto numa economia dependente da lógica financeira (fria, metálica, de exclusão), criando as suas próprias redes de interacção e colaboração, e construindo uma nova economia e uma nova política.

 

 

 

 

Post publicado n' A Vida na Terra.

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 18:34

A saúde: uma coisa essencial

Quarta-feira, 14.12.11

 

Desde sempre tive esta noção muito clara: a saúde é essencial da nossa vida, a nossa primeira prioridade. Hoje percebo um pouco melhor: a saúde está relacionada com todas as áreas da nossa vida. Tudo o que pensamos e fazemos  reflecte-se na nossa saúde, no nosso equilíbrio. Assim como aquilo que falha nesse equilíbrio se vai reflectir na nossa vida.


Respeito imenso as pessoas que se revelam disponíveis para partilhar com outras experiências de doença grave, por exemplo, para lhes dar informações preciosas sobre a sua experiência que podem ser úteis para outras, ou para simplesmente lhes dar ânimo e coragem. Pessoalmente, acho que essa disponibilidade é uma dádiva que pode ser penalizadora para o próprio. Eu explico: as pessoas têm tendência a fixar-se no termo e no significado de “doença”, e se for grave ligam-na de imediato a um fim iminente, com toda a carga emocional e dramática que isso envolve. A pessoa passa a ser vista como “doente”, e o olhar que recebe dos outros traz já essa classificação implícita.


Não sei se por natureza ou se por optimismo incorrigível, esqueço-me completamente da “doença” quando alguém me confidencia essa experiência, e concentro-me na pessoa percebida como uma totalidade, os seus gestos, o seu riso, o seu olhar, a sua perspectiva. Sei que essa experiência foi real, que foi uma experiência dolorosa, que o medo de voltar a adoecer está presente, mas prefiro confiar simplesmente na vida, e concentrar-me no caminho à sua frente e em todas as experiências que a vida ainda lhe pode reservar. Sei que essa confiança na vida reforça as suas defesas, tenho mesmo a certeza disso. E sei que a atitude que terá perante a vida a levará a cuidar mais da saude e do equilíbrio possível entre as várias áreas da sua vida.


A pessoa não é a sua doença. A doença é uma experiência que tem inúmeras causas. É melhor lidar com essa experiência apenas com as pessoas que a podem ajudar, que confiam na vida. O olhar da maior parte das pessoas não ajuda, falta-lhes a sensibilidade para perceber que a curiosidade mórbida é uma invasão do espaço do outro, que o medo do futuro é uma emoção inútil, e que, não me canso de o repetir, uma pessoa não é a sua doença. Por isto tudo respeito a coragem e a generosidade de quem partilha a sua experiência para ajudar outras pessoas que passam pela mesma experiência.

 


 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 14:56

Aprender a viver em família

Segunda-feira, 27.06.11

 

As descobertas que se fazem de vez em quando... Desta vez, na revista Sábado, um artigo interessante (Vera Moura) sobre um curso muito útil: Como ser um bom marido e um bom pai.

A escola surgiu na Coreia do Sul, em 95, como tentativa de prevenir a avalanche de divórcios. "Naquele país, os homens são descritos como sendo desligados das suas famílias, emocionalmente fechados, focados unicamente no trabalho e, em alguns casos, agressivos para as suas mulheres, que tratam desdenhosamente por jip saram (pessoa da casa) quando estão à frente dos amigos." A escola, Father School, iniciou-se nos EUA em 2000 e já "está em 57 cidades norte-americanas.

O curso é constituído por "quatro sessões de cinco horas intensivas cada" e inclui exercícios de abraços, palestras, vídeos didácticos, desenhos da família, escrever testemunhos, etc. E há TPC: "convidar as mulheres para sair à noite, dizer 'eu amo-te' e escrever listas das 20 coisas que mais se gosta nelas." Podem parecer trivialidades, mas são pormenores importantíssimos, os pequenos gestos, uma atenção, um carinho.  


Este curso também podia ser muito útil no nosso cantinho que supostamente aprecia a vida familiar. O número de divórcios não pára de aumentar e muitas mulheres queixam-se de maridos ausentes. Pessoalmente, acho que também as mulheres se estão a tornar mais frias e obcecadas pela sua profissão, tal como os homens.

O equilíbrio é o mais difícil de se conseguir e a vida familiar requer equilíbrio, senão os laços desfazem-se dia a dia. Há famílias que mais parecem pensões familiares em que apenas se partilha um espaço, com as refeições desencontradas, e quando se sentam à mesa invariavelmente é para olhar uma televisão colocada estrategicamente na sala ou na cozinha.

Se amar é uma aprendizagem, a vida familiar também é. Este tema sempre me fascinou e acho até que lhe vou dedicar mais alguns posts aqui. Afinal, a vida familiar é uma das coisas verdadeiramente essenciais, não acham?

 



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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 09:58








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